«Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.»
23 de abril de 2010
dia do livro
«Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.»
31 de março de 2010
what about love
a world of pure imagination
prosa moçambicana
«O Tempo é um veneno, Mwanito. Mais eu lembro, menos fico vivo.»
15 de março de 2010
Nascido num dia azul
E assim acaba um dos melhores livros que li nos últimos tempo. Li estas últimas palavras fascinada com quem as escreveu: Daniel Tammet. Nem sei por onde começar. Ora, sofre de Síndrome de Asperger (um tipo de autismo, para simplificar as coisas), mas dada a sua experiência de vida (a convivência com imensos irmãos, o voluntariado que fez, entre outros factores) conseguiu ultrapassar um dos maiores problemas dos autistas: a interacção social. Isto permitiu-lhe integrar-se cada vez mais na nossa sociedade, com um esforço acrescido, obviamente. E ao conseguir interagir e estabelecer comunicação com os outros permitiu também que os cientistas estudassem (e estudem) o fenómeno misterioso que é a sua mente. Se lhe derem um pedaço de plasticina e lhe disserem um número, ele reproduz na plasticina a imagem que se forma na sua mente ao pensar neste número. Cada número para ele tem uma forma, uma cor, uma textura (os entendidos na matéria chamam-lhe sinestesia, o que por acaso até faz sentido como figura de estilo). Estabeleceu um novo recorde europeu quando recitou 22 514 algarismos do pi em 5 horas. Diz que, na sua mente, o pi representa uma paisagem pois cada número contribui com um elemento para essa paisagem. Foi-lhe pedido por cientistas que estudasse num ecrã de computador dígitos do pi, mas tinham substituído secretamente os seis por noves em pontos ao acaso. Daniel diz-nos que conforme olhava para o ecrã começava a sentir-se desconfortável e a fazer caretas, pois via partes da sua «paisagem numérica a partirem-se, como se tivessem sido vandalizadas». Para ele, «pi é uma coisa extremamente bela e absolutamente única. Como a Mona Lisa ou uma sinfonia de Mozart, pi contém a sua própria razão para ser amado.»
É capaz de fazer cálculos mentais de cabeça em 10 segundos que eu não faria nem numa hora (e não era de cabeça). Se souber uma data de nascimento sabe precisar imediatamente a que dia da semana corresponde. Como em qualquer situação que envolva génios, foi jogar blackjack, e imaginem só que ele ganhou! (ler com tom irónico) Tem uma facilidade fascinante em aprender várias línguas e até fez disso profissão: criou um site, o Optimenm, onde disponibiliza cursos e formas de aprendizagem de línguas.
O Homem é um autêntico leigo em certas matérias da mente humana. Mas é sempre fenomenal quando surge um caso destes, possível de ser estudado e que contribui grandemente para a descoberta de novas teorias. E estas coisas fascinam-me. Era só isso.
Aconselho vivamente que vejam este vídeo. Ou este. E este, este, este, este e este. E já agora o site dele. E que, obviamente, leiam o livro. Só isso.
25 de fevereiro de 2010
To Be Read
(As fotografias estão escolhidas. Que nostalgia ao revê-las. Que saudades de Praga!)
31 de janeiro de 2010
é um quase-vício
16 de janeiro de 2010
time goes by
moda?
Ao ler isto no livro O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (de Jorge Amado) pensei imediatamente no facto de que hoje em dia a cor/padrão das cuecas/boxers de uns e de outros já não é segredo para ninguém. E há segredos que preferia nem saber.
12 de janeiro de 2010
so right
No Teu Deserto, Miguel Sousa Tavares
27 de abril de 2009
O Jogo do Anjo

Sempre com um enredo viciante que nos faz querer ler capítulos atrás de capítulos, que desperta em nós aquela vontade de ver desvendados todos os mistérios, todas as identidades camufladas, todos os pormenores determinantes, O Jogo do Anjo, apesar de soberbo, não está ao nível d' A Sombra do Vento.
É um regresso à cidade dos malditos, Barcelona, e ao Cemitério dos Livros Esquecidos, onde cada livro guarda uma alma: a de quem o escreveu.
31 de agosto de 2008
Codex 632
Eu a História nunca nos demos muito bem. Era uma relação estritamente profissional. Nunca foi do meu agrado. Mas a História, infiltrada num Romance como o Codex 632, até me pareceu aprazível - e olhem que não é fácil.
O facto de todo o enredo girar em torno de Cristóvão Colombo e da época dos Descobrimentos também foi algo a favor do meu deslumbramento pelo livro. Porquê? Ora, porque no meio de tanta história, os Descobrimentos são aquele capítulo que gosto mais (ou desgosto menos, depende da perspectiva). Mas, como já disse, a História e eu não partilhamos gostos, portanto não foi propriamente isso que me atraiu neste livro, mas sim a familiaridade que senti enquanto o lia.
Passo a explicar. O Codex foi escrito pelo nosso jornalista, José Rodrigues dos Santos. Ora, muitas das passagens deste livro desenrolam-se em locais que me são familiares, o que já de si me encanta. Acrescentando a este facto as descrições eloquentes e extremamente detalhadas que o autor nos apresenta, fico com uma enorme vontade de gritar Eu estive ali e aquilo é mesmo assim! Entre passagens pela praia de Carcavelos, pelo Chiado e pela Brasileira, pelo Passeio das Tágides no Parque das Nações, pelo Castelo de S. Jorge, pela Torre de Belém ou pelo Mosteiro dos Jerónimos, aquela que me fez esboçar um enorme sorriso foi a Quinta da Regaleira, que ainda há dias visitei. E, a verdade, é que fiquei a saber bastante mais acerca daquele lugar misterioso do que quando lá pus os pés. Cada pormenor minuciosamente explicado levando-me a acreditar que nada foi feito ao acaso. O próprio autor afirma «É isso, afinal de contas, a Quinta da Regaleira. Um livro esculpido na pedra.» E a verdade é que é também o lugar mais esotérico de Portugal. Sintra é Sintra, mas a Quinta da Regaleira é sem dúvida o melhor.
Mas bem, continuando. Contrastando com o sentimento de familiaridade com que este livro me prendou, experimentei também o querer ir e descobrir o desconhecido. Viajei até Nova Iorque, até ao Brasil, Itália, Jerusalém. Tenho uma vontade enorme de pôr a mala às costas e o livro debaixo do braço e tornar real cada imagem formada na minha imaginação com as fantásticas descrições.
Por fim, mas não menos importante, o facto de existir realmente uma vida, uma família, um casamento e uma filha, Margarida, no meio de tudo isto, dá um ar menos teatral e histórico a todo o enredo. Um outro pormenor que captou a minha atenção foi a doença de Margarida: trissomia 21; isto e todo o frenesim gerado numa família que esperava uma criança dita normal; isto e todas as etapas entre operações e tratamentos, entre explicações e esperanças que acabaram num sono profundo e eterno. «Sonhos cor-de-rosa, minha querida.»
E, no fim do último capítulo, na derradeira página, lendo os parágrafos finais, gera-se todo um novo entender sobre o livro, toda uma nova perspectiva...
Oh se gostei! E muito!
(in, Minhocas na Maçã)
21 de agosto de 2008
e mais livros!
Codex 632, José Rodrigues dos Santos
A imortalidade e a eterna juventude, o maior desejo daquelas personagens. Julgam-se senhores e senhoras capazes de contrariar as leis da vida. Não me apoquentam os pequenos cuidados mas sim os extremos. Muitos/as não sabem quando parar caindo no ridículo. Olha para o lado, é cada vez mais usual...
20 de julho de 2008
the end.
«Deus uma volta, deu outra, já não reconhece nem as ruas nem os nomes delas, então, desesperada, deixou-se cair no chão sujíssimo, empapado de lama negra, e, vazia de forças, de todas as forças, desatou a chorar. Os cães rodearam-na, farejaram os sacos, mas sem convicção, como se já lhes tivesse passado a hora de comer, um deles lambe-lhe a cara, talvez desde pequeno tenha sido habituado a enxugar prantos. A mulher toca-lhe na cabeça, passa-lhe a mão pelo lombo encharcado, e o resto das lágrimas chora-as abraçada a ele.»
Incredulamente, adorei o final. Superou todas as minhas expectativas. Logo eu que raramente gosto da forma como os livros acabam. Foi direitinho para o 2º lugar da minha lista de livros favoritos.
Ainda estou a digerir cada página... Ainda estou a tentar encontrar palavras para o adjectivar. Provavelmente não as há. «O silêncio ainda é o melhor aplauso.»
12 de julho de 2008
20 de junho de 2008
tic-tac
Não tenho dúvida alguma. Para mim, ultimamente, tem sido uma eternidade.
5 de junho de 2008
Fim.
Queria acabá-lo. E não queria acabá-lo. Sinto um fascínio pelo livro e pela forma como chegou ao fim. Porém, quero mais, quero mais um capítulo, mais um bocadinho de todas as palavras conjugadas numa interacção perfeita.
4 de junho de 2008
A Sombra do Vento
G-e-n-i-a-l!Este livro foi escrito a pensar em mim, só pode.
27 de fevereiro de 2008
nostalgias.
«- Um dia vi o pôr-do-Sol quarenta e três vezes!E, pouco depois, continuaste:
- Sabes... quando se está muito, muito triste, gosta-se do pôr-do-Sol...
- No dia das quarenta e três vezes estavas assim tão triste?
O principezinho não respondeu.»
Saint-Exupéry
28 de outubro de 2007
Retalhos #2
(in, Minhocas na Maçã)
