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25 de junho de 2010

guess what?

Sou pessoa de vírgulas, de algumas reticências e poucos pontos finais. Hoje armei-me em mãos largas e empreguei uns quantos pontos finais. Este é um deles. Até já, algures.

21 de junho de 2010

bom dia verão!


Chegou o Verão. Com calor. E Sol. E o exame correu-me às mil maravilhas. E Portugal acabou de marcar um golo. E eu estou feliz. E estaria mesmo que estivesse vento ou que Portugal estivesse a perder. E agora, para preservar a minha felicidade, vou ali viver a minha vidinha.

17 de junho de 2010

we'll still have the summer after all

Tenho de ir fazer o almoço (o meu estômago está a dar sinais de vida). Tenho de arrumar as coisas de português (mas primeiro tenho de comer para ter força para carregar tanto livro). Tenho de estudar matemática (os exames estão impressos, já só falta o resto). Tenho de limpar o pó da sala e arrumar o meu quarto (senão fico prisioneira na minha própria casa). Tudo o que fiz desde que acordei (uma da tarde) foi jogar poker, ouvir e cantar Lady Gaga como se não houvesse amanhã.

isto agora ia mesmo bem


E já agora se pudesse ser em Praga melhor ainda.

16 de junho de 2010

demasiado estudo

Camões pode dizer alevanta. Saramago ignora a pontuação. Fernando Pessoa era múltiplo. Ora aposto que se fosse para o exame dizer que me alevantei de manhã e fizesse uma pergunta e não usasse ponto de interrogação ou escrevesse portugal (com minúscula), não iria dar bom resultado. E alegar que o meu eu que estudou para o exame não estava em mim à hora do exame? É que eu também posso ser múltipla. Indiscutivelmente, privilégios literários.

* atenção que gosto muito muito de português, de camões e pessoa e, principalmente, de saramago. o eu que escreveu o primeiro parágrafo (aquele que está farto de estudar) é que não.

12 de junho de 2010

e sei as letras de cor

Gostava de saber porque é que quando digo que quero ir ver Mafalda Veiga às festas de Oeiras toda a gente reage como se tivesse cometido um dos sete pecados mortais. É só Mafalda Veiga. E eu gosto. Muito.

9 de junho de 2010

verano


Verão agridoce. Com exames. E saudades a espreitar.
Mas Verão é Verão, e não há nada melhor que isto.

8 de junho de 2010

happy ending (finalistas '10)

[Prom] A quinta, em Sintra, era o quanto baste. As meninas estavam deslumbrantes, verdadeiras princesas. Os meninos estavam verdadeiros homens, transpiravam charme. Os importantes [professores] estavam lá - deslumbrantes também - e um obrigada do tamanho do mundo. O DJ encheu-nos as medidas. O corpo não resistiu à dança. Os pés quase que resistiram aos saltos, mas dançar com os pés bem assentes na terra é a verdadeira liberdade. A mesa era feita de gargalhadas graças aos intrusos - os melhores. Tivemos direito a aniversariantes. A danças com os importantes. A muitos brindes a nós e aos importantes. As fotografias foram mais que muitas de todos os ângulos possíveis e imagináveis. Houve inclusive certificados de última hora. A Sumol diz-nos para virar as costas e a Nicola diz-nos que ainda não é o dia de deixarmos a nossa liberdade e espontaneidade de lado. O estômago ficou pelas costuras e bem regado. A alma rebentou de euforia e felicidade e as lembranças cresceram em largos quilómetros e quilos de importância.

Entre um até logo e um bom dia houve pequenos almoços em forma de McMenus e horas de sono ausentes. Chegou a vez da despedida, pior do que se imagina, terrível de viver. O afecto transformou-se em lágrimas de saudade. As promessas de ser um até já repetem-se e nós fazemos de tudo para acreditar. As lágrimas continuam a escorrer e os abraços sucedem-se. Porque como o Bryan Adams diz, those were the best days of my [our] life. O tempo não recua. Mas saímos de alma cheia sabendo que fizemos tudo o que podia ser feito, que fomos o que de melhor se podia esperar e que deixámos marcas eternas nos que cruzaram o nosso caminho (e eles em nós). Para os que vêm, um desafio: superem isto.

Um mix de emoções impossíveis de reproduzir plenamente por qualquer conjugação de palavras do mundo. Porque escrever é sentir, mas sentir não é escrever. E sentir só nós sabemos.

Como nunca é demais: merci, muuuuuuito obrigaaaaada, merci por serem assim.

30 de maio de 2010

e era só isto

1. Hoje fiz eu o jantar: crepes de atum e arroz de pinhões.
2. São quase 9h da noite e está uma claridade impressionante.
3. Acabei de ver a Carrie dizer pela 34587345678ª vez que we were dressed from head to toe in love... the only label that never goes out of style. E quem é que na quinta-feira vai estar numa sala de cinema?

sushi


We can find love everywhere, every single day.
I ♥ sushi.

10 de maio de 2010

produtividade = zero

Meio país vai estar a toda a semana bêbado ou de ressaca e a outra metade vai estar de joelhos.

7 de maio de 2010

uma espécie de plenitude existencial

Já disse que os dias deviam ter 30h? Quem foi o estupor que regulamentou que um dia dura 24h? Não devia ter mesmo nada com que se ocupar. O tempo escasseia e há sempre qualquer coisa que fica para trás. Começou por ser a blogosfera, depois as horas de sono e agora até os meus ricos livros. Por este andar vou morrer antes dos 50 (pelo menos dizem que é o que acontece a quem dorme menos de 6h por noite). E, se repararem bem, estou a compilar num só post assuntos que dariam para uma data deles se não estivéssemos em época de crise: crise de tempo e, consequentemente, de palavras. Palavras que teimam em revelar-se verbalmente e, por isso, sentem menos necessidade de se fundirem com o papel. E somos tão mais felizes quando a expressão verbal prevalece sobre a escrita. Porque chegar diariamente a casa às 22h e cair na cama nunca antes da 1h, estoirada, é música para os meus ouvidos, alimento para a alma (melhor que chocolate). Finalmente a vida encontrou o seu rumo e arrasta-me com ela. Chamam-lhe realização plena. Não lhe dava melhor nome que esse. Há cliques que trazem a felicidade atrelada.

E a 45 minutos para a meia noite sonho acabar todos os exercícios de Matemática, ler três livros, ver dois filmes, acabar dois trabalhos, ler os milhares de posts em atraso e acabar este post. Este último sou capaz de conseguir. Ah, e saber ainda que apesar de ser fim-de-semana, amanhã tenho de levantar o cu da cama às 7h, para passar a ferro (já disse que te odeio, mãe?), para poder perder o meu dia ali para os lados de Alcochete à procura de um vestido de baile em outlet, depois de ter experimentado um Prada de 1430€ para os lados da avenida da liberdade, que me ia provocando um ataque de falta de ar, daqueles que batem forte. Pior do que quando vês um deus. Porque a crise não se faz só de tempo e de palavras.

Podia dissertar ainda sobre os milhares de assuntos que me pairam pela mente mas não vos quero maçar mais. Prometo (de pernas cruzadas) que vou tentar retomar o funcionamento normal desta coisa. Entretanto passem pela feira do livro (onde me apaixonei novamente pelo RAP) e já agora, por aqui, para terem o prazer de ver o meu mais recente orgulho (depois de tanto tempo roídas).

1 de maio de 2010

clique


Liga-se um interruptor qualquer lá dentro. Somos reduzidos a dois estados, on e off. Estamos em off durante tanto tempo que nos esquecemos do clique reconfortante do on. Há cliques e cliques. Cliques forçados que nos puxam para off over and over again. Cliques instantâneos, tão discretos como duradouros. Cliques inesperados, ocasionais, de quem está no sítio certo à hora certa, e que imortalizam o interruptor no on. Cliques desfasados no tempo que se complementam. Há tentativas de cliques, tentativas de desligar o interruptor. Quando a mesma luz tem mais do que um interruptor o estado on perdura enquanto nós quisermos.

Há interruptores onde tu nem imaginas prontos a contrariar-te.
Clique. Mode on.
Lamento.

24 de abril de 2010

amanhã é dia de


Correr com o pai no paredão (mais ou menos isto: correr um minuto e andar meia hora) e, como diz que vai fazer Sol, dar um mergulho salgado. E se tudo correr bem chego a casa com um novo membro na família, com quatro patas e muito pêlo. Das duas uma: ou a minha mãe foge de casa ou a minha mãe foge de casa. Uma delas é de certeza. We'll see...

23 de abril de 2010

todos os dias se aprendem coisas novas


[Us pequenos tê quê ó bê dê cê Ós grandes, que é como quem diz, os pequenos têm de obedecer aos grandes.]

20 de abril de 2010

simplicity


less is more, believe me.

16 de abril de 2010

in order to improve happiness

Se há dois anos atrás o meu dia favorito da semana era a quinta-feira [vá-se lá saber porquê!], agora é a sexta-feira. Pensam vocês: lá vai ela aderir a modas e fomentar o cliché de yeah, é sexta-feira e amanhã é sábado, iupiei!. Nada disso xuxus. Aliás, porque eu levanto o cu da cama cedinho na mesma. Com tanta coisa para aproveitar durante o dia vou lá eu desperdiçar o meu tempo a ressonar até ao meio-dia. Mas sexta-feira tem aquele je ne sais quoi. Como quando conhecemos uma pessoa e ela nos cativa pelo simples facto de existir. Sexta-feira é assim. Ora, agora [mas é mesmo agora] ponho um ponto final na semana com uma aulinha de dança [para o qual, por sinal, ainda não tenho jeitinho nenhum], que é coisa para me deixar extremamente feliz. E eu pergunto-me: porque raio é que só descobri aquele ginásio há umas semanas?

13 de abril de 2010

ooooooooh mãe

Ainda agora comecei o trabalho e já só tenho duas amêndoas. É o Apocalipse.

12 de abril de 2010

e eu levanto-me e penso 'é o último esforço'

O sol brilha tão intensamente lá fora e eu com um trabalho do Memorial do Convento para fazer. Mas porque raio é que o ecrã do portátil fica praticamente impossível de ver quando está ao sol [ou á mínima claridade]? Mas porque é que o mundo é tão cruel e eu não posso destilar descansadinha ao sol sem ter uma vozinha na minha mente a dizer zuza vai trabalhar, zuza olha o dezanove, zuza acabou o dolce fare niente.

and it feels so damn good


Há coisas que nunca mudam.