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23 de junho de 2010

Juno, deeply lovely



Séculos depois de toda a gente mas, who cares? Finalmente vi o Juno. E estou com vontade de o ver e rever over and over again. Sinto-me um criança crescida a ver isto (e metade da culpa vai para a banda sonora, que é tão cutxi cutxi, daquelas que dá vontade de decorar as letras e cantar com a primeira coisa que agarrarmos a fazer de microfone: (todos juntos) if i was a flower growing wild and free, all i'd want is you to be my sweet honey bee, and if i was a tree growing tall and greeen, all i'd want is you to shade me and be my leaves). Faz-me lembrar o blog da paddy. Faz-me lembrar cupcakes. Faz-me lembrar o casaco de corações dela (o que me leva a pensar que tenho de ter aquele notebook). E faz-me lembrar (niente). É caso para dizer que i'm kinda in love com este filme, it's the cheese to my macaroni (e o meu macaroni está óptimo assim).

4 de maio de 2010

La Vie en Rose


Non! Rien de rien...
Non! Je ne regrette rien.

Edith Piaf

2 de abril de 2010

take me to the sky


Me too George, me too. We can solve it together.
(Up in the Air)

30 de março de 2010

Julia inspired me

É uma das melhores coisas da vida. Saber que se correr mal não há problema: ninguém viu o negro ou cheirou o odor a queimado. Basta retomar do zero e repetir todo o processo, over and over again, até sair como mostra a fotografia (sempre tão perfeitas, especialmente aqui). Sem mazelas pelos que não saíram bem. A vida também devia ser assim. Viver devia ser como cozinhar. Saber que se juntar um ovo e açúcar tenho uma gemada, e que se adicionar farinha e chocolate (e mais uns tantos segredos) tenho um bolo de chocolate - depois de quarenta e cinco minutos na segunda grelha do forno a cento e oitenta graus. É reconfortante fazer algo que sabemos que sairá tal e qual como queremos e que mesmo que não saia it's not a big deal. Saber que, quando a receita resulta na perfeição, é um autêntico paraíso gustativo. Life should have a recipe.

28 de março de 2010

Sandra Bullock definitely deserved the Oscar

We all need someone to listen to us, to empathize with us and to be a fellow-feeler as we go through life. It’s the power of knowing that someone cares, that they are there for you.

We all need someone to protect our blind side.

27 de março de 2010

500 days of summer


The following is a work of fiction. Any resemblance to persons living or dead is purely coincidental. Especially you Jenny Beckman. Bitch.

This is a story of boy meets girl. But you should know up front, this is not a love story. Se não é, engana bem.

13 de março de 2010

cinema no nr. 39



Entrei no fim-de-semana com o pé direito com o ABC da Sedução.
Desci de nível com o Brüno - Borat was so 2006.
Hoje à noite voltei a subir de patamar com o Invictus.

«Forgiveness liberates the soul. It removes fear. That is why it is such a powerful weapon.» (Invictus)

11 de março de 2010

Marley & Me

«Sometimes life comes up with a better idea than what you had planned.»

8 de março de 2010

Dogville (Spoilers)


Assim que o filme começou, a simplicidade de cenários chamou imediatamente a minha atenção. Até fiquei na dúvida se aquilo que estava a ver seria mesmo um filme ou uma filmagem de uma peça de teatro, já que também tem um narrador omnisciente que nos vai contando a história (pouco usual nos filmes). Mas 3h de filme depois já estava mais que esclarecida. Sim, 3h, o filme é realmente longo mas vale a pena por cada minuto.

Lars Von Trier é um realizador único e um filme como este só podia sair mesmo da sua mente. Não há paredes nem cenários, há apenas marcações dos espaços (casas e ruas) da fictícia cidade de Dogville, desenhados no chão. Uma cena muito bem conseguida pela ausência de cenários é uma em que Grace (protagonista brilhantemente interpretada por Nicole Kidman) é violada por Chuck. A cena é filmada de tal forma que podemos assistir, no mesmo plano, a esta cena e ao desenrolar da vida rotineira dos restantes habitantes, que não vêm a violação já que na realidade da história existem paredes e construções. Há uma simbiose plena do enredo, do fictício, com a realidade cenográfica para nos conceder uma cena única.

Não há banda sonora. Nota-se perfeitamente que foi filmado com a câmara na mão (a imagem não é completamente estável) e há ao longo de todo o filme cortes de cenas perfeitamente visíveis (e propositadas). É interessante pensar que era o próprio Lars Von Trier quem controlava a câmara. Não há deslocamentos temporais ou geográficos: passa-se tudo na cidade de Dogville num espaço de dias. As constantes alterações de luz estão muito bem conseguidas, marcando a mudança do dia para a noite (e vice-versa), momentos importantes do filme, imitando até mesmo o luar e pormenores como sombras a apontar para um determinado sítio. Aliás, até os detalhes de som são levados em conta: apesar de não existirem portas (são imaginárias), sempre que alguma personagem abre a porta ouvimos o som disso mesmo.

As personagens – os habitantes da vila – são vistos como cães, uma vez que se comportam de forma instintiva, guiados pelas suas necessidades físicas e pelo desejo de proveito próprio, egoísmo puro. Mas para Grace (que chega à cidade por estar a fugir de alguém, sendo por isso uma estrangeira à procura de aceitação naquele lugar) todos têm pequenos defeitos facilmente perdoáveis. Ela chega mesmo a ser acorrentada tornando-se uma escrava física e sexual de todos. Esta inferioridade de Grace relativamente aos restantes habitantes leva mesmo a que os homens deixem de se sentir culpados e as mulheres não se sintam traídas. Grace diz-nos porque é que aceitou a sua condição: o perdão às fraquezas humanas. Mas o que ela apelida de perdão pode muito bem resultar em arrogância, como constatamos no final de filme. Ela sentia-se superior a todos, nunca foi realmente submissa. Podia ter abandonado a vila em qualquer momento, mas nunca o fez. Afinal os verdadeiros prisioneiros eram os habitantes e não ela. E é quando ela se apercebe desta sua arrogância que a história se inverte totalmente e acaba de uma forma completamente inesperada. Afinal nem todos os defeitos são perdoáveis e o ser humano não é um cão. O ser humano tem a capacidade de pensar e por isso deve recusar o seu instinto animal quando este atinge proporções ridículas. Assim se explica que no fim ninguém seja perdoado, à excepção do cão, que esse sim tem desculpa para viver segundo os seus instintos.

Parte da moral do filme baseia-se na diferença entre o altruísmo de Grace (o dar sem esperar nada em troca) e o quid pro quod (dos habitantes), que exige uma compensação equivalente para cada acção. Grace passa os seus dias ocupada a fazer coisas que não são necessárias, mas que os habitantes generosamente permitem que ela faça, desde tomar conta de crianças a limpar a casa. Mas como são eles que lhe fazem um favor ao permitirem que ela trabalhe, ela ainda lhes fica a dever algo, tornando-se então na tal escrava física e sexual. Isn’t it ironic?

Como o próprio Lars disse, é uma história universal sobre os seres humanos e as suas fraquezas.

É uma crítica não só à natureza humana mas às sociedades que são um reflexo dessa natureza. Dogville podia ser uma cidade qualquer, em qualquer época, com toda a sua arrogância e hipocrisia. E a ausência de paredes leva-nos a outra situação, à cegueira voluntária, em que todos sabem o que se passa mas fingem não ver.

7 de março de 2010

still about An Education

«É pena que, para encontrarmos qualquer tipo de felicidade na vida, tenhamos primeiro de bater com a cabeça contra o muro com tanta força que nos cresce um galo. Eu tento ter a convicção de que, quando o galo passar, o muro vai abaixo.»
E há galos teimosos.

6 de março de 2010

An Education



Dei por mim a sorrir, às gargalhadas, quase a chorar, como se fosse a própria Jenny, interpretada trés bien (que é como quem diz, de forma sublime) por Carey Mulligan. Digam-me lá quem é que já não esteve num dilema semelhante ao da Jenny... E resistir à perdição é complicado, sendo a perdição uma das coisas mais frequentes (e, por vezes, nada complexa) da vida. Porque a perdição não passa invariavelmente por um Jack ou por uma ida a Paris. Até uma simples tarde passada entre a areia e o mar nos seduz. E lá se vão as lições de latim, ou os ensaios. A questão é: em qual das situações está a verdadeira lição, o conhecimento? E a resposta reside na questão: que conhecimento devemos nós procurar? A sociedade de hoje em dia vive demasiado do conhecimento objectivo, da vida materialista. Se me perguntarem quem sou direi que me chamo Daniela, que quero ser médica, que estudo, mas isso não significa que me conheço a mim mesma. Porque se te perguntarem quem és tu não te estão a perguntar o qual é o papel do teu corpo no mundo que te rodeia. Perguntam-te sim quem és tu, tu ser do universo: tu, por dentro. E esse sim é o conhecimento porque que ambicionamos toda a vida. Ou deveríamos ambicionar. Na verdade estamos demasiado ocupados com aquilo que nos é exterior que nos esquecemos de nós mesmos. A sociedade precisa de redefinir as suas prioridades e dar um verdadeiro sentido à máxima do conhece-te a ti mesmo. E esse conhecimento não reside numa lição de latim nem numa ida a Paris. Mas se eu soubesse onde reside não estaria a divagar sobre isto. A verdade é que essa resposta nunca é nem será absoluta; é descoberta todos os dias mais um pouco. E à medida que vamos absorvendo esse autoconhecimento vamos começando a dominar os nossos pensamentos e aí sim estamos prontos para compreender o mundo que nos rodeia. É preciso é que ele esteja em sintonia connosco. (E depois de de uma meditação como a de hoje poderia ficar aqui a escrever horas e horas.)

Divagações à parte e apesar de ainda não ter visto todos os filmes nomeados para os Óscares (nada que não se resolva a tempo), o Óscar de melhor filme ficava muito bem entregue a este.

ai johnny deep, ai *suspiro*



E foram déjà vus atrás de déjà vus, recordando a Alice da minha infância, de um filme de desenhos animados. Hoje era uma Alice mais real, mas igual àquela: a cair pelo buraco, a crescer e a encolher. Lembrava-me tão bem do coelho do relógio, da hora do chá, das cartas-soldado da Rainha Vermelha, do gato que se evapora, and so on. Estava expectante quanto à queda pelo buraco vista em 3D. E acabou por me passar completamente ao lado. A única parte em 3D que realmente se aproveita é o fim, com ele a voar em direcção a nós.

Nostalgia, é o que este filme me desperta.
Tim Burton é um autêntico génio.

16 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes

Este é um daqueles filmes que vale todos os cêntimos do bilhete de cinema. Do qual se gosta mesmo estando na primeira fila e a olhar literalmente para cima. A primeira coisa que pensei quando vi o detective Sherlock Holmes e o seu parceiro Watson, foi no Dr. House e no Wilson, é tal e qual.

15 de novembro de 2008

Blindness

Simplesmente FENOMENAL!

Tão fiel ao livro em cada pormenor, em cada descrição. Os sentimentos tão bem transmitidos por palavras são, aqui, ilustrados por imagens inesquecíveis. Está ao nível do próprio livro que por si só já é qualquer coisa do outro Mundo e, por isso, superou, de todo, as minhas expectativas. Mas (há sempre um mas), tenho um aspecto a apontar: o famoso excerto do cão que lambe as lágrimas da mulher não teve o impacto merecido. Não sei se é de mim que ao ler o livro o imaginei muito mais dramático ou se a opinião é geral.

A mulher dos óculos escuros, tal e qual a imaginei. O velho da venda preta com o seu rádio, tal e qual eu o imaginei. As camaratas, as alas, o desespero, a loucura, o medo, tudo tão bem ilustrado. Uma das imagens que nunca me sairá da cabeça será a dos olhos pretos brilhantes que, irados de dor, se fecharam para sempre.

Mulher, não me esqueço da tua voz!
Eu não me esqueço da tua cara.

Vale a pena ver, sem dúvida alguma.
(in, Minhocas na Maçã)