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19 de junho de 2010
macacada
Isto é horrível. E hilariante. E se não fossem os cabos era uma vez uma zuza.
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Ego
30 de agosto de 2008
Lisboa Mágica
*Sexta feira, 29 de Agosto, 18h - Largo 1º Dezembro.
Só não tiraram coelhos da cartola nem cortaram pessoas ao meio.
(in, Minhocas na Maçã)
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15 de agosto de 2008
Monte da Lua III
Sintra já me habituou a estes pequenos grandes encantos, mas a Regaleira superou todas as minhas expectativas. Desde os túneis subterrâneos sem fim, até ao Palácio com as suas divisões devidamente preservadas, passando pelos lagos e pela capela, tudo me fascinou. Quatro horas a seguir caminhos e a captar momentos e paisagens sublimes, com o mapa e a máquina fotográfica sempre à mão. Só lá faltou a lanterna que teria dado imenso jeito nos túneis.
Ah, e como não poderia deixar de ser, o belo do travesseiro da Piriquita para acabar bem o dia.
(in, Minhocas na Maçã)
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13 de agosto de 2008
7 de agosto de 2008
Monte da Lua II
Ah, a propósito, da próxima vez que for a Sintra não me posso esquecer de levar um dicionário de espanhol-português-espanhol, para o caso de precisar de perguntar algo a alguém. Português, em Sintra, é coisa que não se fala em Agosto.
(in, Minhocas na Maçã)
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10 de julho de 2008
7 de julho de 2008
Welcome to paradise.
Saudades de tudo isto.
Dos dias passados na piscina. Das noites passadas na piscina. Dos almoços de pão com tulicreme. Dos jantares de massa com massa. Do calor insuportável de dia e de noite. Das massagens e do creme. Da cor preta no final de cada dia, sempre mais e mais. Da cama de rede. Das siestas na cama de rede. Do cabeleireiro personalizado em casa. Dos gritos de desespero e de cansaço engolidos pelo silêncio. Dos gritos de alegria e de felicidade que rasgavam o silêncio. Do castelo e da comida. Da comida no castelo. Da mangueira de água fria. Da banheira de água quente. Dos escaldões nos sítios mais macabros. Dos mergulhos tsunamisticos. Da bóia azul e redonda. Das siestas na bóia azul e redonda. Dos miaus. Das brincadeiras com os miaus. Das brincadeiras sem os miaus. Dos cavalos. Dos banhos de sol na bóia azul e redonda dentro da piscina a observar os cavalos. Dos flashes.
Da calma, do silêncio, da ausência de stress.
Monsaraz @ Julho 2007
(in, Minhocas na Maçã)
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13 de março de 2008
Importância da Leitura
Todas as tardes, depois de um dia de aulas, largo a mochila no chão do quarto e desço as escadas euforicamente em direcção ao meu Mundo. Nos dias mais frios, os de Inverno, sento-me no sofá acastanhado e já habituado a mim. Já nos dias quentes, os de Verão, abro a janela e acomodo-me no chão de pedra da varanda, aquecido pelo sol ao longo do dia, como se estivesse à minha espera.
Hoje é um dia de Verão. Dirijo-me à estante, percorro-a calmamente com os meus olhos e finalmente páro: é Aquele! Meio avermelhado, de lombada fina; uma viagem curta mas de longa distância. Inspiro o máximo que os meus pulmões me permitem; fecho os olhos, liberto o ar de uma vez só. O pó dança num compasso já ensaiado…
Como que por magia não estou na minha varanda. Estou num lugar desconhecido e bizarro. As pessoas não são pessoas, são letras. As famílias de pessoas não são famílias de pessoas, são famílias de letras, as chamadas palavras. O Mundo das pessoas não é o Mundo das pessoas, é o Mundo das palavras. Ou melhor, é o Mundo das pessoas e das palavras, porque sem pessoas não existem palavras e dificilmente existem pessoas sem palavras. São dois Mundos intimamente ligados; arrisco-me a afirmar que são inseparáveis. Nós possuímos as cordas vocais, a língua, a mente, as mãos. Possuímos as palavras. E não há nada melhor que um livro para tirarmos partido delas.
Um livro é mais do que um conjunto de folhas numeradas, é um ensinamento, um produto da cultura, um pedaço do nosso Mundo; e ler um livro não é apenas passar páginas, é uma completa lição de crescimento. Se hoje utilizo determinada palavra nos meus textos é porque ontem a li algures numa frase e me acostumei à sua grafia, ao seu som e, especialmente, ao seu significado. Conhecer uma palavra não é apenas decorar as suas letras, é inútil se não soubermos o que significa pois isto implica que não saibamos o momento oportuno para a utilizarmos. Um livro ensina-nos tudo isso. Oferece-nos uma palavra, inserida num determinado contexto a partir do qual poderemos conhecer a chamada face abstracta da palavra, ou seja, o seu significado, que nos permitirá saber onde e quando utilizá-la. É verdade que nem tudo se expressa por palavras, mas é também verdade que quanto maior for o nosso conhecimento maior será a capacidade de nos exprimirmos assim como a capacidade de compreender os outros e, consequentemente, a intenção com que nos dirigem determinadas palavras. Facilita, e muito, a comunicação entre as pessoas, algo essencial a todos.
Continuo a vaguear pelo meu livro de lombada fina e capa avermelhada. Viajo e viajo e percorro todo o Mundo. Conheço culturas diferentes da minha e formas de estar perante o Mundo que a mim nada dizem; aliás, não eram de todo do meu conhecimento. Com apenas três páginas atravesso o oceano atlântico, com uma percorro a América seguindo com três parágrafos para África.
Acabou. A magia desapareceu, o livro chegou ao fim e com um ponto final volto à minha varanda, ainda a tempo de observar o pôr-do-sol de uma bela tarde de Verão. Guardo o livro de lombada fina e capa avermelhada no mesmo sítio em que o encontrei. Inspiro e expiro vagarosamente, e com um último suspiro fecho a porta soltando somente um até amanhã (à mesma hora).
(in, Minhocas na Maçã)
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1 de março de 2008
podemos repetir?
Hoje deu-me para vasculhar as pastas mais antigas e refundidas do meu computador. Descobri músicas que não fazia ideia que as tinha, textos que não me lembro de os ter lido e, o mais importante, fotografias. Sim, fotografias! Fotografias que me reavivaram a memória e me fizeram querer recuar no tempo (ou avançar, depende da perspectiva). Sabe bem relembrar certos momentos.
Uma das pastas chamou-me particularmente a atenção; e desta sim, eu lembrava-me, e bem! Uma ida ao Jardim Zoológico! Um dia de Primavera inigualável! Ora, como gostei imenso de umas fotografias que tirámos por lá, vou fazer o obséquio de as partilhar com a meia dúzia de pessoas que de vez em quando passam por cá.







Muitas vezes as pessoas têm a mania de nos questionar com aquela célebre pergunta: se fosses um animal qual serias? Pois bem, eu seria o ZOO inteiro. Cortava-me aos bocadinhos e era um pouco de cada.
(in, Minhocas na Maçã)
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