8 de junho de 2010

happy ending (finalistas '10)

[Prom] A quinta, em Sintra, era o quanto baste. As meninas estavam deslumbrantes, verdadeiras princesas. Os meninos estavam verdadeiros homens, transpiravam charme. Os importantes [professores] estavam lá - deslumbrantes também - e um obrigada do tamanho do mundo. O DJ encheu-nos as medidas. O corpo não resistiu à dança. Os pés quase que resistiram aos saltos, mas dançar com os pés bem assentes na terra é a verdadeira liberdade. A mesa era feita de gargalhadas graças aos intrusos - os melhores. Tivemos direito a aniversariantes. A danças com os importantes. A muitos brindes a nós e aos importantes. As fotografias foram mais que muitas de todos os ângulos possíveis e imagináveis. Houve inclusive certificados de última hora. A Sumol diz-nos para virar as costas e a Nicola diz-nos que ainda não é o dia de deixarmos a nossa liberdade e espontaneidade de lado. O estômago ficou pelas costuras e bem regado. A alma rebentou de euforia e felicidade e as lembranças cresceram em largos quilómetros e quilos de importância.

Entre um até logo e um bom dia houve pequenos almoços em forma de McMenus e horas de sono ausentes. Chegou a vez da despedida, pior do que se imagina, terrível de viver. O afecto transformou-se em lágrimas de saudade. As promessas de ser um até já repetem-se e nós fazemos de tudo para acreditar. As lágrimas continuam a escorrer e os abraços sucedem-se. Porque como o Bryan Adams diz, those were the best days of my [our] life. O tempo não recua. Mas saímos de alma cheia sabendo que fizemos tudo o que podia ser feito, que fomos o que de melhor se podia esperar e que deixámos marcas eternas nos que cruzaram o nosso caminho (e eles em nós). Para os que vêm, um desafio: superem isto.

Um mix de emoções impossíveis de reproduzir plenamente por qualquer conjugação de palavras do mundo. Porque escrever é sentir, mas sentir não é escrever. E sentir só nós sabemos.

Como nunca é demais: merci, muuuuuuito obrigaaaaada, merci por serem assim.