20 de julho de 2008

the end.

«Gostaria de ser recordado como o escritor que criou a personagem do cão das lágrimas (Ensaio sobre a Cegueira). É um dos momentos mais belos que fiz até hoje enquanto escritor. Se no futuro puder ser recordado como "aquele tipo que fez aquela coisa do cão que bebeu as lágrimas da mulher", ficarei contente. Se alguém procurar naquilo que eu tenho escrito uma certa mensagem, atrevo-me pela primeira vez a dizer que essa mensagem está aí. A compaixão dessa mulher que tenta salvar o grupo em que está o seu marido é equivalente à compaixão daquele cão que se aproxima de um ser humano em desespero e que, não podendo fazer mais nada, lhe bebe as lágrimas.»

«Deus uma volta, deu outra, já não reconhece nem as ruas nem os nomes delas, então, desesperada, deixou-se cair no chão sujíssimo, empapado de lama negra, e, vazia de forças, de todas as forças, desatou a chorar. Os cães rodearam-na, farejaram os sacos, mas sem convicção, como se já lhes tivesse passado a hora de comer, um deles lambe-lhe a cara, talvez desde pequeno tenha sido habituado a enxugar prantos. A mulher toca-lhe na cabeça, passa-lhe a mão pelo lombo encharcado, e o resto das lágrimas chora-as abraçada a ele.»

Incredulamente, adorei o final. Superou todas as minhas expectativas. Logo eu que raramente gosto da forma como os livros acabam. Foi direitinho para o 2º lugar da minha lista de livros favoritos.

Ainda estou a digerir cada página... Ainda estou a tentar encontrar palavras para o adjectivar. Provavelmente não as há. «O silêncio ainda é o melhor aplauso.»
(in, Minhocas na Maçã)

12 de julho de 2008

Vendredi.

«Nessa noite o cego sonhou que estava cego.»

Café, pastel de nata e Ensaio sobre a Cegueira... what else?
(in, Minhocas na Maçã)

11 de julho de 2008

Marechal Carmona.

Tenho muito, mas mesmo muito, mau perder. Seja sueca, idiota, olho do cu, bisca, sobe e desce... não importa. Só não tenho mau perder no Solitário. E tenho dito.
(in, Minhocas na Maçã)

10 de julho de 2008

Tuesday...

...foi dia de Chiado e de Estufa Fria.

«I got my mind set on you...»
(in, Minhocas na Maçã)

7 de julho de 2008

Welcome to paradise.





Saudades de tudo isto.

Dos dias passados na piscina. Das noites passadas na piscina. Dos almoços de pão com tulicreme. Dos jantares de massa com massa. Do calor insuportável de dia e de noite. Das massagens e do creme. Da cor preta no final de cada dia, sempre mais e mais. Da cama de rede. Das siestas na cama de rede. Do cabeleireiro personalizado em casa. Dos gritos de desespero e de cansaço engolidos pelo silêncio. Dos gritos de alegria e de felicidade que rasgavam o silêncio. Do castelo e da comida. Da comida no castelo. Da mangueira de água fria. Da banheira de água quente. Dos escaldões nos sítios mais macabros. Dos mergulhos tsunamisticos. Da bóia azul e redonda. Das siestas na bóia azul e redonda. Dos miaus. Das brincadeiras com os miaus. Das brincadeiras sem os miaus. Dos cavalos. Dos banhos de sol na bóia azul e redonda dentro da piscina a observar os cavalos. Dos flashes.

Da calma, do silêncio, da ausência de stress.

Monsaraz @ Julho 2007
(in, Minhocas na Maçã)

3 de julho de 2008

Monte da Lua I


Segunda-feira foi dia de Sintra com o éle, again. Parque da Liberdade, charretes, travesseiros e Jardim da Pena. Um óptimo programa para fugir ao calor. Dias que valem a pena repetir. (E irei repetir... mas, desta vez, com a bateria da máquina fotográfica suficientemente carregada.)

É Sintra e basta.

By the way, se eu disser que não vi nenhum português (a não ser os comerciantes) acreditam em mim? Antes Sintra que Lisboa, sempre ficam com uma impressão muito boa do nosso pequeno grande país.

* fotografia tirada no Alto de Santa Catarina, sentada no Trono da Rainha.
(in, Minhocas na Maçã)