26 de agosto de 2007

BODIES, the exhibition


«Ver é saber: O estudo da anatomia humana sempre funcionou sobre um principio básico: Ver é saber. Seguindo este principio, a exposição O Corpo Humano como nunca o viu utiliza espécimes humanos reais para lhe oferecer um manual visual do seu próprio corpo.»

Quarta-feira passada aventurei-me nesta 'viagem' pelo Corpo Humano. Bem, lá fomos nós direitos ao Largo do Rato, Rua da Escola Politécnica, Palácio dos Condes do Restelo e lá estava, a tão ansiada exposição. Gostei particularmente do pormenor de nos terem sido emprestados pela organização, chapéus de chuva para nos protegermos do sol, enquanto esperávamos na fila para comprar os bilhetes.

Gostei de toda a exposição, mas o que mais me fascinou foram os vários cadáveres espalhados pela exposição. Em cada secção era evidenciado algo do nosso corpo. Primeiro vimos apenas um esqueleto, depois podemos observar de perto todos os músculos, de seguida todos os nervos, depois todos os órgãos, mais à frente um cadáver com talas de metal e parafusos a unir fracturas no crânio, braços, pernas, etc, etc.

O Sistema Neurológico foi aquele que despertou mais a minha curiosidade. Sempre gostei de saber mais acerca do nosso cérebro, e nesta exposição fiquei maravilhada com as coisas que descobri. Gostei particularmente de uma sala dedicada ao Sistema Reprodutor em que nos foi permitido observar a evolução de um feto semana a semana. Fez-me pensar como deve ser incrível sentir aquilo a desenvolver-se dentro de nós.

Finalmente, o que mais me sensibilizou foi uma pequena vitrina em que comparavam um pulmão saudável a um pulmão de um individuo fumador. Ver aquele pulmão todo manchado de alcatrão, completamente escuro, provocou-me arrepios. Encostada a uma parede estava uma grande caixa transparente com um pequena abertura em cima. Por cima dizia: Deite aqui o seu tabaco e pare de fumar! (algo do género) Muitos depositaram lá o seu maço de tabaco, mas o que é q nos garante que assim que saírem dali não vão comprar outro?

Resumindo:

Aspectos positivos: Desde o chapéu para nos protegermos do sol, até á possibilidade de pegarmos num pulmão e num coração verdadeiros, estava tudo soberbo. As paredes estavam sempre cheias de pequenas mensagens, curiosidades ou mesmo apenas cultura geral o que me fascinou, porque ao serem curtas conseguiram atrair a nossa atenção.

Aspectos Negativos (sim, porque nem tudo é bom): Ao inicio, na compra do bilhete podíamos alugar um guia áudio em que bastava marcar o número correspondente a uma certa vitrina ou cadáver que nos era automaticamente explicado tudo acerca desse órgão ou sistema. Penso que as explicações estavam muito extensas e acabavam por ser desmotivantes e aborrecidas. Também não gostei do facto de ser proibido tirar fotografias. Pelo preço de 17,50€ não custava nada permitirem tal coisa. E para finalizar, o pessoal espalhado pela exposição era insuficiente. Havia salas que não tinham ninguém que nos pudesse esclarecer acerca de certas duvidas, (apesar de tudo ter uma legenda e/ou uma explicação).

Está absolutamente genial. Se ainda não foram, ainda vão a tempo. A exposição está lá até dia 31 de Setembro. No fim, não se vão embora sem antes partilharem a vossa opinião nos dossiers disponíveis para esse mesmo efeito.
(in, Minhocas na Maçã)

20 de agosto de 2007

TPM

Assim estou eu.

Os dias do mês em que nos incha tudo, ficamos com vontade de comer todos os chocolates e doces à face da terra, nos irritamos com cada palavra que nos dirigem, choramos mais facilmente que uma Madalena arrependida e julgamos que somos piores do que a Fiona, o sono diminui e as voltas na cama aumentam, a testa infesta-se de borbulhas (na verdade até tenho sorte, são só três ao quatro, acabam por não ser nada por causa do detector), as mamas parecem mais doridas que uma nódoa negra, o desconforto é mais que muito, e isto já para não falar das dores.

E com aquela vontade de comer doces, e com as dores que nos impedem de ir ao ginásio, é óbvio que engordamos. Ao engordarmos comparamos-nos à Fiona e choramos aos potes (e quando se chora e se está deprimido, vai de atacar os chocolates). E que ninguém nos dirija uma palavra nestas alturas porque a raiva já é mais que muita. Se comemos chocolates por causa da Tensão Pré-Menstrual é mais que certo que fiquemos com borbulhas. Se ficamos com borbulhas o espelho mostra-nos um monstrozinho e recomeça tudo de novo.

Vendo bem, é tudo um ciclo vicioso.

(É por estas e por outras que não percebo os queixumes de muitos homens.)

(in, Minhocas na Maça)

7 de agosto de 2007

Grey's Anatomy

«Life is not a spectator sport. Win, lose or draw, the game is in progress whether we want it to be or not. So go ahead: argue with the refs, change the rules, cheat a little, take a break and tend to your wounds. But play. Play. Play hard. Play fast. Play loose and free. Play as if there's no tomorrow. OK, so it's not whether you win or lose, it's how you play the game. Right?»

Meredith Grey
(in, Minhocas na Maçã)

4 de agosto de 2007

Sonhar

«Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre a mãos de uma criança.»

Pedra Filosofal - António Gedeão
(in, Minhocas na Maçã)

1 de agosto de 2007

Baixa - Chiado

Mendigo a tocar violino, mendigo a tocar concertina, mendigo a tocar flauta, mendigo com uma perna de ferros, mendigo a lutar pelo seu território, espanhóis, indianos, africanos, franceses, brasileiros (chineses não os vi, vá lá), empresários, engravatados, corridas para o metro, corridas para o comboio, escadas rolantes, mais mendigos, mais turistas (sim, porque Lisboa é realmente o melhor sítio para um turista visitar no nosso Portugal), flashes, compras, sacos, carros, semáforos, conversas, ruas a subir, ruas a descer, indecisões, bolas de berlim, sede, sede, sede, calor. O resultado de um dia em Lisboa (nada mais nada menos do que o dia mais quente do ano) com uma paragenzinha para os lados de Carcavelos para comer uma boa bola de berlim (quiçá, as melhores!).
(in, Minhocas na Maçã)

13º Super Bock Super Rock

Sim, já vou um bom bocado atrasada, mas é só para deixar claro que EU estive lá, e que foi para lá de brutal!

Stone Sour abriu-me o apetite para os Metallica que, como já era de esperar, foram o melhor da noite (ou não fossem eles cabeça de cartaz). Joe Satriani soube bem para acalmar os animos e recuperar a energia para os grande Metallica!

Um dia agressivo, inesquecível, com a melhor das companhias e música do melhor.

Pontos Negativos: não apanhei nenhuma palheta dos Metallica quando cairam três ao pé de mim, as dores de pernas e a sede eram mais que muitas na volta para casa e (in)felizmente não ouvi o despertador às 7h da manhã.

Coisas destas fazem-me bem.
(in, Minhocas na Maçã)

Livro do Momento.

«O Homem Novo foi ter com o Homem Velho à procura de conselho.
Parti uma coisa, Homem Velho.
E nao tem conserto?
Ficou em mil pedacinhos.
Receio nao poder ajudar-te.
Porquê?
Não há nada que eu possa fazer.
Porquê?
Nao pode ser consertada.
Porquê?
Nao tem conserto possível. Ficou em mil pedacinhos.»

Uma vida em mil pedaços, James Frey (adquirido no passado Domingo, ultimo dia da Feira do Livro de Cascais.)

(in, Minhocas na Maçã)